Cortando o Pano

(Luiz Gonzaga – Miguel Lima – J. Portela)

 

Errei no corte, seu Zé Marino

Peço desculpas pelo meu engano

Sou alfaiate do primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano

 

Ai, ai, que vida engrata

O alfaiate tem

Quando ele erra,estraga o pano todo

Quando ele acerta, a roupa não convém } bis

 

Eu fiz um terno pro José meu mano

Ficou curtinho porque houve engano

Sou alfaiate de primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano } bis

  

Ai, ai, que vida engrata

O alfaiate tem

Quando ele erra,estraga o pano todo

Quando ele acerta, a roupa não convém } bis

 

Se chegar seu mano

Vou cortando o pano

Vai cortando o pano

Vou cortando o pano

 

E se estragar o pano

Vou cortando o pano

Vai cortando o pano

Vou cortando o pano

 

Se furar o pano

Voi cortando o pano

Vai cortando o pano

Vou cortando o pano

 

Se queimar o pano

 

Voi cortando o pano

Vai cortando o pano

Vou cortando o pano

 

Se chegar o Germano

Vou cortando o pano

Se chegar o fulano

Vou cortando o pano

E se chegar o Sicrano

Vou cortando o pano

Mas vai cortando o pano

Vou cortando o pano

Mas vai cortando o pano

Vou cortando o pano

 

Sai daqui baiano

Tá me pertubando, peste

Eu sou valentão

Sou alfaiate do primeiro ano

Ms faço roupa pra qualquer fulano

Só não acerto quando há engano

Se Deus ajuda o terno sai bacano

Pelo sistema norte-americano

Não faço roupa pra qualquer fulano

Também não corto pra você baiano

Eu sou valente sou pernambucano

Quando eu me zango bato a mão no cano

Aperto o dedo, sai logo o tutano

Sou alfaiate do primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano

78 RPM V800344b 1956