O Adeus da Asa Branca ( Tributo a Humberto Teixeira)

(Dalton Vogeler)

 

Quando o verde dos teus óio

Se espáia na prantação

Uma lágrima doída

Vai moiá todo o sertão

No cantá do assum preto

Vai se ouvir mágoas e dor

Ribaçã morrê de sede

Com sodade de douto

 

Foi se embora a Asa Branca

Lá pro céu ela levou

O poeta de alma franca

Que todo mundo cantou

Meu Padrinho Padim Ciço

Faça dele um acessô

Morre o homem fica o nome

E o nome dele ficou

O HOMEM DA TERRA; 1980; RCA