Serrote Agudo

( José Marcolino e Luiz Gonzaga )

 

Passando em Serrote Agudo

Em viagem incontinente

Vendo a sua solidão

Saí pesando na mente

 

Eu vou fazer um estudo

Prá contar á miúdo

Quem já foi Serrote Agudo

Quem está sendo no presente

 

Já foi um reino encantado

Foi berço considerado

Quem conheceu seu passado

Acha muito diferente

 

Aonde o touro em manada

Berrava cavando o chão

Fazendo revolução

Nos tempos época de trovoada

 

Dando berros enraivado

Por achar-se enciumado

Do seu rebanho afastado

Vacas que lhe pertenciam

 

A sombra do Juazeiro

Já lhe esperando o vaqueiro

Com seu cachorro trigueiro

Como seu grande vigia

 

Vaqueiros e moradores

Encantos, belezas mil

Onde reinavam os fugores

De um major forte e viril

 

Rico, porém animado

Fazia festa de gado

Onde o vaqueiro afamado

Campeava todo dia

 

Hoje sem Major sem nada

Só se ver porta fechada

Não se vê mais vaquejada

Não reina mais alegria

Ô VÉIO MACHO; 1962; RCA VICTOR]
DENGO MAIOR ; 1978; RCA VICTOR]