Vida de Vaqueiro

(Luiz Gonzaga )

Eu quarqué dia

Vou-me embora pro sertão

Pois saudade

Não me deixa sossegar

Chegando lá

Visto logo meu gibão

Selo o cavalo

E vou pro mato vaquejar

 

O bom vaqueiro

Traz sempre no alforge

Farinha seca

Rapadura, carne assada

Mas tem um fraco

Que é um vício que num foge

Samba de fole

Com muié desocupada

 

Êi, êi, gado

Êi, êi, gado

Êi, êi, êi, êi, êi, êi,êi, êi, êi, boi…

 

Vou pegar o cara preta

Boto chocáio e careta

E depois conto como foi

78 RPM V802259a 1960